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Eleições 2026: veja os planos de tecnologia de três presidenciáveis

Eleições 2026: quais as propostas tech de Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado?
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O avanço da transformação digital e o impacto geopolítico da inovação colocaram as políticas para ciência, inteligência artificial e soberania tecnológica no centro dos debates para as Eleições 2026. A pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada em 15 de setembro de 2026, apontou os principais nomes na corrida pelo Palácio do Planalto, evidenciando como a pauta técnica passou a disputar espaço prioritário nas diretrizes dos postulantes. Entre os projetos registrados junto à Justiça Eleitoral e apresentados em sabatinas públicas, os planos de governo de Renan Santos (Missão), do médico e produtor rural Ronaldo Caiado (PSD) e de Augusto Cury trazem visões estruturadas para transformar a economia nacional por meio de dados, semicondutores, transição energética e reestruturação dos serviços públicos.

Renan Santos: exportação de inferência e soberania em terras raras

A candidatura de Renan Santos, apresentada pelo partido Missão, estrutura sua política tecnológica em torno de um objetivo central: converter o território brasileiro em um polo internacional de processamento e inteligência artificial. Questionado pelos jornalistas Marcelo Godoy e Ricardo Corrêa na sabatina do jornal O Estado de S. Paulo, realizada em 31 de agosto de 2026 na capital paulista, o candidato ressaltou a ambição de posicionar o país como um dos protagonistas da infraestrutura computacional do planeta. A plataforma programática de sua campanha estabelece 14 arquiteturas organizadas em cinco eixos operacionais.

Arquitetura fiscal, retenção de talentos e centros de dados

O primeiro pilar do projeto desenhado por Renan Santos concentra-se em mudanças regulatórias e fiscais para desonerar companhias de inovação. A proposta busca baratear custos tributários para empresas do setor, desregulamentar a concessão de stock options e estimular fundos nacionais de investimento de risco, o chamado venture capital. Segundo o documento da campanha, o objetivo é consolidar um ecossistema fértil para a criação e maturidade de startups e unicórnios tecnológicos.

O segundo eixo temático volta-se à retenção do capital humano. Visando mitigar o fenômeno da fuga de cérebros, o programa prevê mecanismos de atração, qualificação e repatriação de cientistas e jovens talentos brasileiros atuantes no exterior, canalizando a produção intelectual diretamente para o desenvolvimento de ferramentas no território nacional.

No terceiro braço do plano, a prioridade recai sobre a infraestrutura de armazenamento e processamento. O programa sugere um pacote de incentivos voltado à atração de grandes data centers, elegendo prioritariamente a região Nordeste para a criação do que o plano classifica como uma “Arábia Saudita de Inferência Computacional”. O propósito financeiro da medida é disputar o mercado global de exportação de dados computacionais em níveis de receita comparáveis aos volumes que a balança comercial brasileira já obtém com a exportação de soja.

Agritech, Projeto Abaporu e inteligência artificial

No quarto eixo do plano, a tecnologia de ponta é direcionada às cadeias agropecuárias, conectando-se ao projeto MBIA e à frente temática AgroBrasil 2030. A proposta determina a integração de bases de dados do setor agrícola, o fomento ao desenvolvimento de maquinários robóticos e o uso de drones orientados por modelos de inteligência artificial de matriz brasileira, visando colocar o país na liderança do segmento de agritech de alto valor agregado.

O quinto e mais ambicioso vetor da plataforma do Miss

Equipe Guia no Toque

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