Este texto faz parte de uma série de matérias em que o TecMundo apresenta as propostas sobre inteligência artificial, ciência, soberania digital, regulação e investimento em tecnologia de todos os candidatos e candidatas a governador/governadora nas Eleições 2026 dos seis estados mais populosos do país. Confira, abaixo, todos as matérias com as propostas dos candidatos ao executivo estadual:
- Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado de Minas Gerais;
- Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado da Bahia;
- Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado do Paraná;
- Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado de São Paulo;
- Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado do Rio Grande do Sul.
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André Marinho (NOVO)
A campanha de André Marinho, candidato do NOVO, visa a criação de uma plataforma de dados que une bases de todas as secretarias do estado. Ela será alimentada com inteligência artificial para vigiar gastos públicos e cruzar dados de contratos, fornecedores e pagamentos para disparar alertas. O objetivo é identificar sobrepreços, fracionamentos, laranjas, etc.
Uma das propostas baseia-se em um Rio de Janeiro que elimine o uso do papel ao utilizar IA para cruzar bases, instruir processos e detectar pendências. A ideia é liberar os servidores públicos para executarem tarefas mais complexas.

do debate das Eleições 2026 promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, na Casa Firjan, no Rio de
André Marinho ficou conhecido pelo seu papel de humorista em programas de TV Foto: Douglas Shineidr/Band
Para transparência, a campanha de Marinho indica que contratos do governo sejam publicados em tempo real para ampliar o acesso à informação.
Na segurança pública, o plano de governo estabelece o “Escudo Rio”, que se baseia em um sistema de leitura automática de placas de veículos. Com IA aplicada, a ideia é usar o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) para verificar anomalias no tráfego e cruzar com dados de inteligência para decidir qual veículo interceptar.
Outra possibilidade levantada é utilização de drones de vigilância do tipo agrícola, com capacidade de carga de até 80 kg. Projeto de governo prevê a “Operação Asfixia” para identificar laranjas, mapear propriedades ocultas e bloquear bens de criminosos. Em prisões de segurança máxima, a ideia é cortar a energia elétrica nas celas para impedir a recarga de aparelhos contrabandeados.
Para o ramo da saúde, uma das propostas compreende o uso de IA para criar uma central que priorize pacientes por gravidade clínica, prevendo gargalos no sistema antes que aconteçam. Também seria realizado o cruzamento automático entre a oferta de leitos e a demanda do estado.

A documentação cita uma parceria entre Fiocruz e outras universidades para criar um polo fluminense que abocanhe a produção de vacinas, biofármacos, reagentes e equipamentos para reduzir a dependência de itens internacionais. Também há uma proposta para implementação de telemedicina.
Projeto de cidades prevê a criação da “Cidade de Eletrônico e Semicondutores”, com foco em criação de insumos a nível nacional, e a “Cidade de Games e Economia Criativa” para desenvolvimento, produção e marketing de videogames, softwares, hardwares e conteúdo digital.
O plano de Marinho cita ainda menos burocracia para abrir empresas com ajuda de IA para validar documentos. Ao campo, um programa almeja levar conectividade 5G para zonas do interior para viabilizar assistência remota e agricultura de precisão. O Estado deverá fornecer linhas de crédito para inovação e empreendimentos tecnológicos.
No eixo da educação, a campanha do candidato mira que a grade curricular do ensino médio contemplará programação, análise de dados e tecnologia. Em sala, o documento diz que a tecnologia será ativamente utilizada para o ensino híbrido, educação a distância e para desburocratizar a vida do professor.

No que tange o transporte público, a campanha de André Marinho explica sobre a construção de um Monotrilho Suspenso (Metrô Aéreo) que abrange 60 km do Arco Metropolitano. Eles teriam redes de internet ao longo do trajeto para pôr em prática o conceito de cidade inteligente.
Pardais e equipamentos de fiscalização eletrônica de trânsito teriam integração com a rede de inteligência pública, que utiliza leitura automática para rastrear carros roubados e multar motoristas por excesso de velocidade.
Coronel Busnello (Missão)
O plano de governo do Coronel Busnello, do Missão, é bem centrado no uso de tecnologias para a segurança pública. É citado que todas as forças de segurança do estado sejam integradas ao Centro Integrado de Comando e Controle (CIICO) por meio de um modelo estoniano de interoperabilidade chamado X-Road.
Esse sistema usará um tipo de monitoramento com reconhecimento facial para buscar foragidos e desaparecidos, leitura automática de placas automotivas, alertas gerados por inteligência artificial e uso de câmeras com zoom de até 400x e sensores térmicos.

A Polícia Rodoviária Estadual seria contemplada com drones que possuem sensores térmicos e escâneres móveis para fiscalizar fronteiras e rodovias. Para as forças marítimas, esses drones e lanchas e elétricas serviriam para fiscalizar ilhas e a Baía de Guanabara.
O plano também compreende a modernização das polícias, com investimentos em tecnologia forense, melhorias em laboratórios de genética, sistemas de correção balística e integração ao Banco Nacional de Perfis Genéticos. Campanha do Coronel quer transformar delegacias estratégicas em núcleos de inteligência para mapear facções e analisar dados criminais.
O aplicativo 190 RJ pode ganhar um botão de socorro silencioso baseado em geolocalização e gravação de áudio do ambiente, especialmente para mulheres com medidas protetivas cadastradas. Na gestão pública, o programa “Gasto Sustentável RJ” fará auditorias contínuas em folha de pagamento através de cruzamento tecnológico de dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), registros de óbito e outras frentes para identificar irregularidades.
Para a saúde, há a ideia de um prontuário médico unificado, com rastreabilidade de acessos e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados. Esse sistema seria operado pelo aplicativo Meu Sus Digital e a Rede Nacional de Dados em Saúde Pública.
O desenvolvimento de um aplicativo que possui triagem digital e orienta o paciente ao atendimento correto (UPA, posto de saúde ou hospital também está nos planos). Ele permitiria agendamento direto e teria uma versão offline para áreas com conectividade instável.
Um programa chamado “Especialista Perto de Você” centraria uma rede de telemedicina integrada ao prontuário unificado para consultar pacientes que vivem em regiões distantes. Hospitais regionais receberiam um suporte chamado “tele-UTI” para apoiar médicos intensivistas.

As filas no atendimento também se tornam pauta, pois o projeto cita o uso de tecnologias para auditar filas e gerar alertas automáticos para médicos, diretores e gestores.
O plano de governo do candidato do Missão cita o foco em focar no desenvolvimento de jogos eletrônicos e indústrias criativas, e incluir os games no Sistema Estadual de Cultura. Um banco público de assets seria criado, assim como um fundo para reduzir barreiras burocráticas na entrada de pequenos e médios estúdios.
Serão instituídos polos de economia digital no Centro do Rio, Niterói e na Baixada Fluminense. O modelo de ensino do Núcleo Avançado em Educação (NAVE) será expandido para formar jovens talentos em programação, design e arte digital.
A documentação aponta a criação de uma rede de universidades, como UFRJ, UFF, UERJ e FIOCRUZ com fundo de cofinanciamento de pesquisa gerido pelo Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Junto à FAETEC e universidades estaduais, haverá o fomento à criação de startups com base científica. Polos de inovação serão implantados no interior, começando por Campos dos Goytacazes.

O planejamento da candidatura é firmar Parcerias Público-Privadas (PPPs) com empresas de tecnologia e telecomunicações para levar internet de alta velocidade para escolas estaduais. Nos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), haverá a implementação de laboratórios tecnológicos.
Para a prevenção de desastres climáticos, os sistemas de alerta utilizariam métodos meteorológicos modernos e a tecnologia de Cell Broadcast para envio automático de alertas a celulares em áreas de risco. O programa “Baía Viva RJ” terá unidades de fiscalização marítima com drones e sistemas de vigilância baseados em IA, em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA).
Uma iniciativa presente no plano de governo aposta na utilização de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para uso urbano. Essa tecnologia seria adaptada para monitorar geológicos, hidrológicos, topográficos e ambientes em comunidades espalhadas pelo estado.
Aos animais, é proposta a criação do Sistema Integrado de Identificação, Saúde e Proteção Animal (SIISA-RJ). Nele, a microchipagem será obrigatória e centralizará os dados em um único banco. O sistema terá prontuários veterinários e o cidadão terá acesso pelo aplicativo RJ Animal, com alerta de geolocalização para animais desaparecidos.
Cyro Garcia (PSTU)
O plano de governo do candidato Cyro Garcia, do PSTU, não aborda diretamente os temas de tecnologia, inteligência artificial, digitalização e afins. A documentação apresentada cita que a base científica do Estado se dá por meio do ensino superior e técnico público. Os objetivos são fomentar o desenvolvimento científico com aumento de recursos para instituições de ensino como a UERJ, UENF e A FAETEC.

Douglas Ruas (PL)
O programa de governo do candidato Douglas Ruas, do PL, também é muito bem centrado na utilização de tecnologias para a segurança pública. A documentação cita a instalação de câmeras com leituras de placas automáticas e reconhecimento facial nas principais vias do estado.
Para vigilância aérea e controle de cargas serão utilizados drones e scanners em rodovias, portos e aeroportos. Também haveria a retirada de câmeras inseridas pelo tráfico, substituídas por modelos das polícias. Por falar nisso, há a projeção de um Sistema Integrado de Dados de Segurança para unir as bases de dados da Polícia Militar, Civil e do sistema penitenciário fluminense.

Janeiro, domingo, 9 de agosto de 2026. (Douglas Shineidr/Band) Foto: Douglas Shineidr/Band
O Sistema Integrado de Indicadores Estratégicos de Criminalidade e o Sistema Estadual de Monitoramento Estratégico seria utilizados para definir pontos importantes em mapas e orientar a alocação de policiamento ostensivo.
Para a segurança de mulheres vítimas de violência, a tecnologia das tornozeleiras terá alerta de proximidade e apitará caso o indivíduo viole o afastamento delimitado pela Justiça.
Ao cibercrime, a candidatura cita uma atenção dedicada para crimes cibernéticos. É citada a criação de um Complexo Integrado de Perícia ao unir polos com o Instituto Médico Legal (IML), o Instituto de Criminalística (ICCE), o Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP) e o Instituto de Genética Forense (IPPGF).
Com o eixo da saúde, a campanha do candidato do PL aposta em uma central estadual unificada 100% digital, com prontuário médico eletrônico único e aberto aos municípios. Há a proposta para construir Hospitais de Alta Resolução, focados em atender casos de alta complexidade e caracterizados pelas unidades inteiramente digitalizadas.

Em escolas e comunidades, são citadas ideias para telessaúde e atendimento psicossocial, com suporte terapêutico remoto às equipes quando necessário. Para áreas de risco, o plano aponta a solidificação de uma base unificada de informações habitacionais e de riscos geológicos para serem atreladas às políticas públicas do Estado.
Em gestão, o candidato contempla um Estado totalmente digital para o atendimento empresarial com a criação de um balcão único que se conecte a diversos órgãos de forma online.
Sobre conectividade, o documento explica a respeito da aceleração da infraestrutura de redes 5G de alta velocidade em parceria com operadores e municípios. É dito que o Estado apoiará a simplificação e licenciamento de antenas, além de priorizar o uso da infraestrutura pública para levar essa conexão às escolas, unidades de saúde, áreas rurais, etc.
Para a região Norte Fluminense, há uma estratégia para atração de data centers, empresas de tecnologia e a modernização do agronegócio para cidades como Macaé, Campos e Rio das Ostras. Também é dito que haverá o fomento a startups e a indústria de games por meio do fornecimento de crédito. Trilhas tecnológicas para formação técnica de trabalhadores também estão nos planos.
No assunto das obras públicas, haveria o desenvolvimento de uma plataforma para o acompanhamento em tempo real de cada obra estadual ou municipal, expondo sua execução, prazo, custos e responsável técnico.
Ao transporte público, um aplicativo está nos planos para fornecer dados ao vivo sobre rotas, horários, tempo de espera e status dos serviços para trens, barcas, metrô e ônibus. Um canal digital direto e sigiloso seria estabelecido para relatar casos de violência ou assédio.

Os sistemas de gestão de malha do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ) seriam obrigatoriamente modernizados. Um projeto da Defesa Civil Inteligente fortaleceria a inteligência para riscos climáticos ao instituir um sistema de monitoramento de encostas e áreas vulneráveis.
Para a transição energética, haveria um investimento em eficiência energética pela instalação de painéis solares em polos como secretarias, batalhões, hospitais e escolas públicas.
Eduardo Paes (PSD)
O plano de governo de Eduardo Paes, do PSD, não menciona diretamente inteligência artificial, soberania digital, etc. A documentação é baseada em compromissos políticos, mas não se aprofunda em tecnologia.
Um dos pontos citados que se aproximam é um “renascimento” das FAETECs para recolocar a instituição como uma das melhores do Brasil e suprir a falta de escolas técnicas. Em transportes, é citado “garantir mais transparência na bilhetagem”.

A campanha salienta que o Rio de Janeiro possui “universidades e centros de pesquisa de primeira ordem”, que devem ser utilizados como motores de desenvolvimento.
Juliete Pantoja (UP)
O plano de governo de Juliete Pantoja, da UP, não menciona explicitamente pautas como inteligência artificial, inovação tecnológica, startups, desenvolvimento de software, etc. A documentação defende a valorização de centros de pesquisa de ponta, como a FIOCRUZ e universidades públicas, como UFRJ, UFF e UERJ.
Para habitação, o plano prevê que o Estado capacite a população a construir suas próprias casas por meio de cooperativas e mutirões. Isso seria feito por meio de “tecnologias já comprovadas”, citando o uso obrigatório de energia solar e tijolos ecológicos.

O programa de segurança pública prevê a implementação “imediata” de câmeras corporais em uniformes das forças policiais. Aos empregos, é proposta a criação de um banco de dados de empregos focado especificamente na juventude periférica.
Luan Monteiro (PCO)
O plano de governo de Luan Monteiro, do PCO, não cita explicitamente inteligência artificial, desenvolvimento de software, startups, etc. As propostas amplas citam internet gratuita para toda população e o fim da proibição do uso de celulares nas escolas.

William Siri (PSOL)
A campanha de William Siri, candidato do PSOL, aposta em uma série de aplicações para gestão pública. A candidatura cita o compromisso na adoção obrigatória de softwares livres em todo o corpo estatal e uso de licenças abertas para todos os documentos e publicações oficiais.
Há o planejamento de um Gabinete Virtual, criado para melhorar o contato com os cidadãos do estado. Esse Gabinete poderia fiscalizar o orçamento público, serviços públicos e centralizar pedidos. Nessa plataforma também estariam incluídas ferramentas de mobilidade, GPS, alertas, avisos de emergência e canais para ouvidoria pública.

Janeiro, domingo, 9 de agosto de 2026. (Douglas Shineidr/Band) Foto: Douglas Shineidr/Band
Um ponto discutido de forma recorrente e que aparece no plano de governo é a implantação de uma rede de internet estadual sem fio. Esse pacote de conectividade seria endereçado para as chamadas áreas historicamente desassistidas, como regiões de favelas e periferias. Os roteadores ficariam em postos de conexão em praças, mercados, escolas e prédios públicos.
O FAPERJ ganharia linhas orçamentárias ampliadas para aumento de bolsas e editais para pesquisa aplicada. Também haveria a criação de novos indicadores de mensuração social em conjunto com universidades e centros de pesquisa.
A candidatura de William Siri prevê a criação do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (BADERJ) para o financiamento de projetos em inovação tecnológica e transição energética ao longo prazo. Também é reportada a criação de acordos bilaterais com países como China e índia, para atração de investimento para projetos tecnológicos.
O plano cita a criação de uma plataforma pública para entregas, como uma alternativa ao delivery privado. Essa plataforma não cobrará taxas operacionais de comerciantes e regulará o valor das corridas. Um Gabinete Virtual do Trabalho também é pensado para intermediar de forma inteligente as vagas de emprego com perfis de mão de obra.
A documentação aponta um cadastro que reduza a burocracia no processo de abertura e outros processos para abrir ou encerrar uma empresa. Com a tecnologia, a companha também explica a construção de um serviço para fiscalização de trabalho escravo, com intuito de identificar quem ainda opera nesse regime criminoso.
Em segurança pública, a candidatura do PSOL aposta em um rastreamento de celulares por IMEI para aparelhos roubados, com envio automatizado de intimação a quem estiver com o produto roubado. Há a ideia em um banco de dados unificado entre sistemas de diversas autoridades, como Polícia Militar e Civil, Exército, Polícia Federal, etc.

As propostas do governo psolista também apontam o desenvolvimento de um mapa interativo como um observatório da violência em parceria com a FAPERJ. Nas prisões, são citadas a instalação de scanners corporais de raio-X e detectores de metal para acabar com revistas íntimas.
Ao meio ambiente, William Siri e sua campanha apostam em um centro de operações que una dados de satélites, meteorologia, recursos hídricos e tráfego com a Defesa Civil para a tomada de decisões em emergências. Algo similar acontece para as mudanças climáticas, para colher dados transparentes de plantas industriais.

O INEA ganharia sistemas modernizados, como drones e câmeras termais para identificar focos precoces de queimadas e desmatamento. Prédios públicos receberiam sensores inteligentes de consumo energético e passariam por uma transição com a instalação de painéis fotovoltaicos.
Em áreas de encosta, é citada a implementação de instrumentos georreferenciados para conter deslizamentos. Neste caso, haveria estações robotizadas e sensores automáticos para detectar deformações no solo e movimentos de massa.
Para enchentes, a campanha aponta o uso de simulações computadorizadas com manchas de inundações feitas por algoritmos para alimentar o Atlas Estadual de Riscos Hidrológicos. Nos acidentes naturais é sugerida a automação do disparo de sirenes e um sistema de pré-cadastramento biométrico digital preventivo para moradores de encostas, permitindo a recuperação de documentos em caso de destruição.
Ao transporte público, todos os sistemas deverão transmitir telemetria de velocidade, localização por GPS, superlotação e contagem de passageiros aos servidores da Secretaria de Transportes. É proposta a quebra do mercado privado da bilhetagem eletrônica. O possível governo quer criar um centro de pesquisas em parceria com universidades e FAPERJ sobre mobilidade.
Na saúde pública, a proposta fica para a automatização e unificação de filas estaduais e municipais para leitos hospitalares, exames e cirurgias através de algoritmos de priorização clínica. Em farmácias, é citado o uso de tecnologias de informação sanitária para monitorar estoques e reduzir o desabastecimento de remédios essenciais.

Já para a educação, a campanha de William Siri almeja implantar um programa de ensino com alfabetização digital crítica, que alinhe o combate à desinformação, discurso de ódio e proteção contra cyberbullying e aliciamento no ambiente digital. As escolas também teriam rede com fibra óptica de alta velocidade e mais salas de informática.
O candidato cita a proibição de pesquisas feitas em animais e sugere alternativas tecnológicas, como simulação por modelos computacionais. Para plataformas de hospedagem como o Airbnb, há uma proposta de regulação para conter a especulação imobiliária, encarecimento de aluguéis e gentrificação de bairros turísticos do estado.








