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Tesla é obrigada a mudar nome de direção autônoma na União Europeia

Tesla é obrigada a mudar nome de direção autônoma na União Europeia
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Com lançamento atrasado, Tesla Robotaxi promete inaugurar era de modelos autônomos vendidos ao consumidor final.

A montadora Tesla fez uma alteração nome de uma das tecnologias de condução autônoma de veículos na União Europeia. O motivo é atender uma demanda regulatória no momento em que a funcionalidade passa pela fase de aprovação da região.

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A partir de agora, o Full Self-Driving da Tesla foi rebatizado em vários países europeus como “Tesla Assisted Driving”. A mudança tem efeito imediato e já é vista no site regional da companhia em locais como Portugal.

O Full Self-Driving, ou FSD na sigla pela qual ele é mais reconhecido, é um recurso opcional e pago que presta assistência durante a condução para uma série de atividades, como mudança de faixa, curvas, estacionar e ser convocado pelo celular. Ele é considerado um sucessor do Autopilot, já amplamente disponibilizado nos carros da marca.

Por que a Tesla mudou o nome do recurso?

Anunciada oficialmente em 2016, a ferramenta levou anos para começar a ser disponibilizada aos clientes e ainda foi criticada por não entregar tudo o que foi prometido pelo CEO da Tesla, Elon Musk.

Isso é justamente parte do motivo da mudança forçada de nome: agências regulatórias da UE consideraram o nome possivelmente enganoso, já que ela não traz de fato uma “direção totalmente automatizada”, como o nome indica, mas sim um assistente bastante competente de Nível 2 de autonomia.

O FSD é um pacote avançado de assistência ao motorista comercializado pela Tesla. (Imagem: Sjoerd van der Wal/Getty Images) 

O recurso até ganhou um “Supervised” entre parênteses no nome mais tarde, para evitar possíveis complicações jurídicas nos Estados Unidos. Até mesmo o vídeo original de anúncio da função teria sido encenado para dar a um veículo mais capacidades o que o modo de autonomia realmente traz.

Agora, ao chamar a ferramenta de ‘direção assistida’ na região, a Tesla deixa evidente que essa é uma autonomia parcial, que ainda exige atenção e tomada de direção por parte do condutor humano sempre que necessário.

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A colaboração também pode amenizar polêmicas com a denúncia de que a Tesla inflou dados sobre a segurança do sistema para acelerar a implementação dele na UE. A região deve fazer uma votação conjunta sobre a montadora até o fim do ano, enquanto membros do grupo fazem testes e investigações adicionais.

Em postagem no X ainda em março, Musk comentou que a Europa vai “amar” o Tesla autônomo, mas que o recurso ainda é muito limitado na região “devido ao extremo fardo regulatório” que “sufoca a inovação”.

O bilionário busca a Europa como alternativa a mercados como EUA e China, onde a companhia tem perdido consumidores de forma crecente.

Qual a história do carro autônomo, dos primeiro experimentos à indústria atual? Confira neste vídeo! /Com informações de Reuters.

Equipe Guia no Toque

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