A gigante do varejo digital Amazon decidiu bloquear o acesso do Muse, o novo assistente autônomo de inteligência artificial desenvolvido pela Meta, à sua plataforma de comércio eletrônico. A restrição ocorreu após a detecção de que o software realizava transações e navegava por perfis de consumidores sem se identificar de forma explícita, o que motivou a empresa a aplicar sanções por infração aos regulamentos de uso.
Negociações frustradas e mensagens de erro
O sistema, lançado recentemente no mercado tecnológico, foi desenvolvido com capacidade operacional independente para preencher cadastros e concluir aquisições comerciais a mando dos consumidores. O portal GeekWire revelou que a companhia de comércio tentou negociar a retirada voluntária de seu portal do escopo do robô, porém as conversas não avançaram. Como resultado do impasse, clientes que tentaram empregar o assistente automatizado durante o último fim de semana depararam-se com falhas operacionais na tela.
O aviso exibido aos internautas informava explicitamente que “o acesso contínuo por um agente não autorizado quebra os termos de uso assinados pelos clientes”.
Argumentos de segurança e privacidade
A varejista sustenta que a ferramenta atua mediante o rastreamento de históricos de compras e execução de pagamentos sem a devida anuência formal da organização. Um representante da empresa declarou que ferramentas externas com funções comerciais precisam atuar com total transparência para assegurar um ambiente confiável.
Por outro lado, a proprietária do Instagram assegura que o mecanismo de inteligência artificial possui alto nível de segurança e prioriza a proteção de dados. A companhia esclareceu que o software não visualiza senhas ou dados financeiros dos compradores, pois as informações inseridas no navegador permanecem guardadas em um ambiente virtual protegido.
Além disso, a controladora do WhatsApp reforçou que qualquer etapa crítica de uma transação monetária exige validação prévia do próprio cliente e verificação por um mecanismo interno de fiscalização conhecido como Sentinel. Essa dinâmica ocorre apesar de existirem acordos comerciais vigentes entre as duas empresas desde 2023 e um contrato robusto assinado em abril para processamento de infraestrutura em nuvem.
Histórico de restrições a inteligências artificiais
Não é a primeira vez que a companhia adota medidas restritivas contra robôs autônomos. A corporação já havia imposto barreiras a tecnologias semelhantes criadas por Google e OpenAI, além de enfrentar disputas legais com a startup Perplexity devido ao uso do navegador Comet para rastreamento de páginas.
Enquanto isso, a empresa de comércio eletrônico desenvolve suas próprias tecnologias no setor, a exemplo da recém-lançada Alexa para Compras. A corporação pontua que seus próprios assistentes se identificam claramente ao interagir com plataformas externas, concedendo aos lojistas o direito de recusar esse tráfego automatizado em seus endereços virtuais.








