O avanço da inteligência artificial gera mais receio do que otimismo para a maioria da população no país. Um estudo inédito conduzido pelo Pew Research Center revelou que 52% dos entrevistados brasileiros estão mais preocupados do que entusiasmados com a expansão da tecnologia no cotidiano.
Contexto internacional e panorama global Esse patamar registrado no território nacional fica significativamente acima da mediana de 37% contabilizada no conjunto das nações analisadas. No total, a sondagem ouviu 42.151 adultos em 36 países entre 8 de fevereiro e 13 de maio, além de levantamentos complementares nos Estados Unidos, garantindo uma amostra representativa da população adulta brasileira.
Comparação com nações desenvolvidas e renda média Entre os participantes locais, 33% afirmam sentir as duas emoções na mesma proporção, ao passo que apenas 8% demonstram mais entusiasmo do que medo. O índice de apreensão do Brasil supera inclusive a mediana das economias de alta renda, que marca 40%, e fica acima do grupo de renda média, onde o percentual atinge 31%.
Crescimento da apreensão e o impacto nos jovens O temor em relação à inteligência artificial apresentou alta na comparação com a edição anterior do estudo. Em 2025, 48% dos adultos no país relatavam maior preocupação, número que avançou para 52% no levantamento atual, representando um incremento de quatro pontos percentuais em aproximadamente um ano.
Esse comportamento de cautela também se manifesta na faixa etária mais jovem. A instituição apontou que a desconfiança cresceu entre pessoas de 18 a 34 anos no período recente, embora esse público mantenha uma tendência global de misturar expectativas e receios simultaneamente.
Empregos ameaçados e impacto no mercado de trabalho O futuro profissional surge como um dos principais motores dessa incerteza. Conforme os dados divulgados, 42% dos cidadãos avaliam que a tecnologia provocará a eliminação de postos de trabalho no país ao longo das próximas duas décadas.
Em contrapartida, somente 13% projetam criação de vagas, enquanto uma parcela considerável permanece inconclusiva sobre os reflexos econômicos. Essa perspectiva pessimista não se restringe ao cenário nacional, repetindo-se em diversos territórios mapeados pela pesquisa global.








