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Eleições 2026: o que os candidatos ao governo de Minas Gerais pensam sobre tecnologia?

Eleições 2026: o que os candidatos ao governo de Minas Gerais pensam sobre tecnologia?
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Este texto faz parte de uma série de matérias em que o TecMundo apresenta as propostas sobre inteligência artificial, ciência, soberania digital, regulação e investimento em tecnologia de todos os candidatos e candidatas a governador/governadora nas Eleições 2026 dos seis estados mais populosos do país. Confira, abaixo, todos as matérias com as propostas dos candidatos ao executivo estadual:

  • Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado de São Paulo;
  • Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado da Bahia;
  • Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado do Rio de Janeiro;
  • Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado do Paraná;
  • Conheça as propostas sobre tecnologia e ciência dos candidatos a governador/governadora do estado do Rio Grande do Sul.

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Com 16,3 milhões de eleitores indo às urnas no próximo domingo (4), de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Minas Gerais tem o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. Essas pessoas vão votar para deputado estadual, deputado federal e senador.

Outro cargo em disputa é o de governador. Este ano, serão 11 candidatos na disputa para comandar o segundo estado mais populoso do Brasil entre 2027 e 2030.

Depois de analisar os planos de governo de cada concorrente, disponíveis na página Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE, o TecMundo traz agora as principais propostas de ciência e tecnologia dos candidatos a governador de Minas Gerais nas Eleições 2026.

Na Praça da Liberdade, em BH, fica o antigo Palácio do Governo de Minas Gerais. (Roberto Delamora/Getty Images) 

Alexandre Kalil (PDT)

Planejando “utilizar tecnologias e dados para melhorar decisões”, o ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) propõe uma política de longo prazo para a área. Ele quer integrar pesquisa básica e aplicada, universidades estaduais, empresas e ecossistemas de inovação.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico têm envolvimento na iniciativa que prevê estímulo a startups, retenção e atração de talentos. Também há planos de “transformar ciência em soluções para a saúde”, com um ecossistema para desenvolver vacinas e medicamentos.

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Kalil dedica um capítulo à IA, detalhando como pretende usá-la se for eleito. O candidato fala em agilizar a análise de informações, reduzir tarefas repetitivas e aumentar a capacidade dos servidores.

A IA pode, ainda, contribuir para a melhoria dos serviços públicos, mas o concorrente do PDT estabelece salvaguardas. De acordo com ele, decisões que afetem direitos das pessoas não serão tomadas exclusivamente por sistemas automatizados, exigindo a supervisão humana.

Ben Mendes (Missão)

Trazendo uma agenda tecnológica extensa, cita planos para biotecnologia, robótica industrial, sistemas autônomos, IA, computação de alto desempenho e startups. Mendes quer investir em programas para fortalecer cidades-chave para o ecossistema tecnológico mineiro, como BH, Santa Rita do Sapucaí, Itajubá, Varginha e Uberlândia.

Com isso, ele acredita ser possível posicionar Minas Gerais como um “centro relevante no desenvolvimento e aplicação de tecnologias da informação e da comunicação no cenário internacional”. As melhorias na infraestrutura ajudariam, por exemplo, a atrair data centers de classe mundial para a região.

Outro destaque é o projeto “Muralha Digital e Monitoramento Inteligente”. A iniciativa prevê o uso de câmeras com leitura de placas e IA conectadas aos sistemas policiais para a identificação imediata de veículos roubados, aprimorando a segurança nas rodovias que cortam o estado.

O Parque Tecnológico de BH fica perto da região da Pampulha. (Photo Donatas Dabravolskas/Adobe Stock) Foto: Donatas Dabravolskas/Adobe Stock

Cleitinho Azevedo (Republicanos)

A tecnologia aparece como instrumento de segurança, educação e desenvolvimento econômico. Na primeira área, ele propõe uma plataforma integrada com bases de dados das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e sistema prisional.

Para a educação, sua ideia é incorporar aulas de tecnologia, programação, robótica, IA na rede pública estadual, bem como investir em programas de formação digital para jovens da periferia e do interior. Além disso, quer instalar sistemas de videomonitoramento integrados às forças de segurança para combater a violência escolar.

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Cleitinho planeja expandir a cobertura do 5G para mais cidades do interior e zonas rurais, ampliar os editais do Compete Minas, programa de pesquisa, tecnologia e inovação, e aumentar a integração entre startups, microempresas e universidades. Fortalecer projetos de instituições estaduais de pesquisa também está nos planos.

Outras propostas são a digitalização dos serviços públicos, desenvolver mecanismos digitais para acompanhar obras públicas e um ambiente digital para centralizar licenças, documentos e certidões. Há, ainda, o desejo de fomentar as pesquisas envolvendo terras raras e minerais estratégicos.

Flávio Roscoe (PL)

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Universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas estaduais é um dos planos, assim como ampliar o uso de plataformas digitais de aprendizagem e ofertar mais recursos tecnológicos para estudantes e professores. Ele também propõe consolidar Minas como um dos principais polos de inovação do Brasil.

Para tanto, Roscoe quer criar versões regionais do San Pedro Valley, comunidade de startups surgida em Belo Horizonte. Esses núcleos ficariam no Sul do estado, Triângulo Mineiro e Ipatinga, conectando as empresas locais às indústrias existentes nessas regiões.

Em entrevistas, o candidato do PL também falou em usar IA e outras tecnologias para reduzir filas e melhorar a gestão dos serviços de saúde, com a expansão da telemedicina. Aumentar a quantidade de câmeras com reconhecimento facial e integrá-las aos bancos de dados do poder pública é outra proposta.

Gabriel Azevedo (MDB)

Baseando-se em “ciência aplicada, tecnologia e empreendedorismo”, os projetos de Gabriel incluem o fortalecimento da FAPEMIG e aproximar universidades, pesquisadores e empresas. Com planejamento de longo prazo, ele quer criar metas de inovação tecnológica até 2050.

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O concorrente do MDB também fala em utilizar IA na fiscalização ambiental e de obras públicas, atendimento à população, gestão de contratos de saúde e integração de registros. Porém, ressalta a importância da supervisão humana e da proteção de dados.

Na segurança, o documento prevê a implementação da tecnologia em investigações, análise territorial, processamento de imagens e reconhecimento facial. Outro ponto que chama a atenção é a criação de um programa estadual para combater furto e roubo de celulares.

Inspirada em um projeto do Piauí, a iniciativa prevê o cruzamento de dados com o registro do IMEI do smartphone, rastreamento e checagem para o bloqueio imediato de aparelhos com restrição. O sistema conectado ao Celular Seguro e ao Centro Integrado de Inteligência Criminal.

Henrique Áreas (PCO)

O plano de governo de Áreas não menciona diretamente propostas sobre tecnologia e ciência, adotando o programa padronizado e com foco nacional do partido. No entanto, algumas diretrizes impactam esses setores.

Entre elas, estão o fim da proibição do uso de celulares nas escolas, a liberdade irrestrita de expressão na internet, conectividade gratuita para todos e a criação de uma estatal para controlar a exportação de terras-raras, essenciais para a tecnologia.

Indira Xavier (UP)

Prometendo “investir em ciência e tecnologia popular para formar um povo verdadeiramente soberano”, a candidata quer ampliar o orçamento da FAPEMIG para novos projetos. Ela também pretende desenvolver canais de diálogo com universidades e institutos federais para projetos conjuntos.

Em outros trechos do documento, Indira defende investimentos na automação da indústria e tecnologia da informação.

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Mateus Simões (PSD)

Concorrendo à reeleição, Simões propõe usar novas tecnologias na ampliação do serviço de telessaúde, diagnóstico remoto e integração de sistemas de saúde. O mesmo acontecerá com a segurança pública.

No último caso, a ideia é investir em IA na atividade policial e perícia criminal e novas ferramentas para cibersegurança. Modernizar a gestão ambiental com tecnologias para análise e fiscalização também faz parte do seu projeto.

Além disso, cita interesse em ampliar a inclusão digital e a digitalização dos serviços públicos, implementar ferramentas inteligentes para aprimorar compras e a arrecadação. O candidato do PSD afirma, ainda, que vai fortalecer o sistema estadual de inovação.

Alguns candidatos têm planos de usar tecnologias em soluções para as áreas de mineração. Foto: Washington Alves / ESTADÃO

Patrus Ananias (PT)

Criar o “Programa Mineiro de Inteligência Artificial” é um dos planos de governo do petista. A iniciativa é alinhada ao Programa Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), fortalecendo pesquisa e desenvolvimento de soluções para agricultura, mineração sustentável, mobilidade e modernização da administração pública.

Patrus planeja um fundo dedicado à ciência e tecnologia, permitindo à FAPEMIG atuar de maneira autônoma, e investir em programas para apoiar a transição energética e novos materiais. A elaboração de uma política de soberania tecnológica para estimular a produção local de recursos estratégicos também é defendida.

Há, ainda, a promessa de apoiar startups, cooperativas e pequenas empresas de base tecnológica, aplicar automação em processos repetitivos e promover o uso de assistentes digitais e IA na formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. O texto ressalta a importância do uso responsável desses sistemas.

Quanto à exploração de minerais críticos e terras raras, o concorrente afirma que irá reavaliar licenças e autorizações concedidas se houver riscos de impactos significativos sobre as águas, territórios e ecossistemas.

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Rafael Duda (PSTU)

A criação de empresas estatais voltadas ao desenvolvimento e produção nas áreas de alta tecnologia e a promoção de polos e cidades tecnológicas em zonas mineradoras são algumas das propostas. O candidato também quer oferecer salas com recursos de tecnologia assistiva nas escolas e ampliar o acesso público à internet para estudantes e trabalhadores da educação.

O plano do PSTU menciona, ainda, a necessidade de mudança no modelo atual das forças produtivas para que a IA, a internet das coisas e a indústria 4.0 não impactem empregos e salários de maneira negativa.

Túlio Lopes (PCB)

Propondo “ciência como ferramenta de soberania”, o candidato do PCB defende o fortalecimento da FAPEMIG e outras instituições estaduais de pesquisa, formação científica na educação básica e o fomento a cooperativas tecnológicas de trabalhadores. Criar infocentros e salas de acesso à internet também está entre as ideias.

Além disso, Lopes propõe um “Programa Estadual de Tecnologia Popular” para incentivar inovações de baixo custo na região metropolitana e no interior. Ele afirma, ainda, que investirá em recursos tecnológicos para melhorias em saúde e segurança pública.

Equipe Guia no Toque

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