O setor de jogos eletrônicos no Brasil movimenta aproximadamente R$ 12 bilhões a cada ano, consolidando o país como o principal polo consumidor dessa mídia interativa em toda a América Latina. Dados apurados pela Pesquisa Games Brasil revelam a amplitude desse fenômeno cultural e econômico: as produções interativas já estão presentes no cotidiano de 75,3% da população brasileira, e 86,7% desse contingente declara que as experiências digitais representam a sua forma primordial de entretenimento e lazer. Com tamanha relevância social e financeira, o segmento passou a figurar de maneira decisiva no centro das discussões institucionais e políticas durante o ano eleitoral de 2026.
A entrada definitiva dos games nas discussões públicas coincide com transformações regulatórias e comerciais profundas. Temas complexos ganharam os corredores do poder em Brasília, a exemplo da consolidação do chamado ECA Digital, das transformações nos direitos do consumidor e do impacto decorrente da iminente extinção da mídia física. Paralelamente, o calendário de lançamentos globais bastante aguardados pela comunidade, como GTA 6 e a nova fase de Zelda Ocarina of Time, reforça o papel dos jogos não apenas como mercadoria, mas como linguagem estratégica que demanda respostas governamentais concretas e planejadas para os próximos anos.
À medida que a disputa pelo Palácio do Planalto se aproxima, o segmento de jogos eletrônicos passou a integrar, com intensidades variadas, as diretrizes e discursos das campanhas presidenciais. Uma análise detalhada dos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral e das manifestações públicas dos candidatos com melhor desempenho nas pesquisas de intenção de voto permite compreender o grau de atenção dedicado ao setor. A listagem dos concorrentes foi estabelecida por critérios alfabéticos, tomando como referência o levantamento do instituto Indexa/Broadcast, divulgado em 15 de setembro, contemplando Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL),








