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O outro lado das redes: roteiro mudou para evitar processo da Meta

Sequência de A Rede Social precisou mudar roteiro por medo de processos da Meta
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Mais de uma década após o lançamento do aclamado A Rede Social (2010), dirigido por David Fincher, a história dos bastidores da gigante da tecnologia retorna às telonas com O Outro Lado das Redes. Com estreia agendada para o dia 22 de outubro, o longa retrata o escândalo dos Facebook Files, ocorrido em 2021, mas o projeto enfrentou grandes barreiras durante sua produção devido ao receio de medidas legais por parte da Meta.

O escândalo dos documentos vazados

A trama é inspirada nas reportagens publicadas pelo jornal The Wall Street Journal, que vieram à tona após o vazamento de pesquisas internas promovido pela ex-engenheira e cientista de dados Frances Haugen. Os arquivos revelaram que a empresa de Mark Zuckerberg tinha pleno conhecimento de que suas plataformas geravam impactos negativos na saúde mental de jovens e adolescentes, além de impulsionarem a propagação de discursos de ódio e fake news.

Rigor jurídico e alterações no roteiro

Diante da gravidade e da sensibilidade do tema, o diretor e roteirista Aaron Sorkin revelou em entrevista que a produção exigiu uma checagem rigorosa para se proteger de possíveis processos movidos pela corporação de Mark Zuckerberg.

“Em circunstâncias normais, com uma obra de não-ficção, o departamento jurídico do estúdio faria uma verificação minuciosa. Com este filme, eles contrataram um escritório de advocacia externo apenas para garantir que tudo o que fosse apresentado como fato realmente fosse um fato. Foi angustiante. As coisas que eu não pude dizer ou fazer foram angustiantes. A ironia é que estávamos dispostos a fazer uma verificação minuciosa dos fatos de um filme sobre uma empresa que se recusava a fazer o mesmo”, explicou Sorkin.

A pressão da gigante tecnológica

O cineasta também destacou que a aprovação e o desenvolvimento da obra foram desafiadores devido ao poder financeiro e à influência da companhia dona do Instagram e do WhatsApp.

“Aprovar esse projeto não foi uma decisão fácil. Além de tudo, você tem essa empresa fenomenalmente poderosa e com recursos ilimitados que pode te processar a qualquer momento. Pelo que sei, a Sony recebeu cartas da Meta, mas não acho que essas cartas diziam: ‘Desejamos a vocês toda a sorte do mundo, mandem ingressos para a estreia’”, comentou Sorkin.

Elenco e expectativas para o lançamento

Na nova produção, o papel principal de Mark Zuckerberg fica a cargo de Jeremy Strong, conhecido por seu trabalho na série Succession. O elenco de peso também conta com nomes como Mikey Madison e Jeremy Allen White, prometendo trazer uma nova perspectiva sobre os bastidores e as polêmicas que cercam o império digital.

Equipe Guia no Toque

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