Início › WhatsApp › Privacidade

Onimusha: Way of the Sword renova combate, mas repete falhas

Review Onimusha: Way of the Sword | Um retorno quase foi triunfal
Compartilhe: WhatsApp

O ano de 2026 consolidou-se como um período de alta produtividade e lançamentos de peso para a Capcom. Após colocar no mercado títulos de grande alcance como Resident Evil Requiem e Pragmata, a desenvolvedora japonesa promoveu o resgate de uma de suas marcas históricas com a chegada de Onimusha: The Way of the Sword. O título marca a retomada de uma série clássica de ação com samurais que permaneceu sem capítulos inéditos em sua linha principal por mais de duas décadas, atraindo os holofotes da comunidade global de jogadores. Contudo, essa nova investida entrega uma experiência dividida entre a excelência mecânica de sua jogabilidade e escolhas estruturais questionáveis que limitam o brilho de seu retorno.

O retorno de uma lenda dos consoles da era PlayStation 2

Para compreender o peso que envolve a chegada de Onimusha: Way of the Sword, é indispensável revisitar as origens da propriedade intelectual. No ano 2000, o primeiro título da saga desembarcou no console PlayStation 2, gerando um impacto imediato no mercado da época. Naquele momento, a combinação de gráficos avançados para a geração, combates precisos com espadas e um ritmo de ação dinâmico definiu uma base sólida de admiradores, estabelecendo a marca como um dos pilares da Capcom no início do século.

Apesar da relevância conquistada no passado, a franquia principal acabou colocada na geladeira corporativa por vinte anos. O intervalo prolongado fez com que as expectativas em torno de uma revitalização moderna fossem elevadas ao nível máximo. A proposta de reimaginar a atmosfera do Japão feudal sob uma ótica moderna colocou a Capcom diante do desafio de atualizar suas fórmulas clássicas para as demandas atuais da indústria de jogos eletrônicos, buscando equilibrar nostalgia com tendências contemporâneas de design.

Ao ingressar no catálogo de sucessos recentes do estúdio em 2026, a nova jornada samurai se destaca com predicados inegáveis, mas não consegue escapar de problemas evidentes de ritmo, narrativa e variedade, apresentando arestas que impedem o lançamento de alcançar um patamar plenamente triunfal.

Narrativa e desenvolvimento de personagens em segundo plano

Historicamente, a desenvolvedora é reconhecida pela capacidade de criar universos ricos e mecânicas cativantes, embora nem sempre atinja a excelência na construção de roteiros. O próprio Resident Evil Requiem, apesar de seu estrondoso sucesso comercial e crítico no mesmo ano, não apresentou um enredo memorável ou diferenciado. Em contrapartida, Pragmata conseguiu atingir um padrão mais satisfatório na condução de sua história. No entanto, Onimusha: Way of the Sword dá passos para trás nesse quesito, registrando uma queda significativa de profundidade em sua trama.

A narrativa falha em engajar o espectador principalmente pela superficialidade de seus conflitos. O antagonista principal possui motivações excessivamente rasas, transformando o avanço da história em um percurso pouco inspirado. As razões que movem as forças vilanescas carecem de nuances, reduzindo o impacto das reviravoltas e enfraquecendo o peso dos acontecimentos dramáticos que se sucedem ao longo das missões.

O perfil de Miyamoto Musashi e as relações interpessoais

No centro dos acontecimentos está o novo protagonista, Miyamoto Musashi. O lendário espadachim foi desenhado a partir de arquétipos frequentemente encontrados em produções de animação japonesa: trata-se de uma figura solitária, constantemente emburrada, exausta do mundo ao seu redor e marcada por uma trajetória de vida desconfortável. Essa personalidade carrancuda é mesclada com traços cômicos, nos quais o guerreiro faz piadas sobre quase tudo o que presencia.

Ainda que essa dualidade confira algum carisma inicial ao guerreiro, a execução desse humor sofre desgastes evidentes. O excesso de tiradas cômicas surge em momentos inadequados, com destaque negativo para as sequências de batalha, onde Musashi repete com frequência excessiva as mesmas falas de efeito, tornando o recurso cansativo para quem joga por horas consecutivas.

Outro ponto frágil reside nas relações interpessoais. O convívio e a dinâmica de Musashi com os personagens secundários não recebem a profundidade necessária para que o jogador desenvolva afeição ou empatia pelo elenco de apoio. As conversas soam funcionais demais, sem camadas emocionais que justifiquem conexões verdadeiramente duradouras entre as figuras que habitam o cenário de guerra.

Expressões faciais e a dualidade visual da RE Engine

O desenvolvimento gráfico do novo título apoia-se nas capacidades técnicas consagradas pelo motor gráfico proprietário da Capcom, a RE Engine. Em linhas gerais, o jogo apresenta cenários bonitos e uma direção de arte competente na maioria absoluta do tempo. Contudo, a tecnologia visual traz à tona um contraste desconcertante na apresentação dos modelos dos personagens.

Nos momentos de maior importância cinematográfica, o título exibe um trabalho de captura facial formidável. A precisão na movimentação dos lábios, o trabalho muscular da mandíbula e o detalhamento nas bochechas estão entre as animações mais realistas e impressionantes já concebidas nos videogames. A fidelidade dessas cenas eleva temporariamente a imersão a patamares técnicos de ponta.

Por outro lado, essa primazia técnica desaparece de forma abrupta nos diálogos secundários. Durante as conversas menos relevantes, as figuras em tela perdem qualquer expressão facial complexa, limitando-se a abrir e fechar a boca de maneira genérica e engessada. O efeito visual remete diretamente às limitações primitivas da era do PlayStation 2, quebrando a sensação de continuidade e expondo um descompasso técnico incômodo dentro de um mesmo produto.

O confronto de lâminas: o combate como pilar central

Se a condução narrativa e a consistência visual secundária deixam lacunas perceptíveis, o sistema de combate ergue-se como a maior e mais refinada virtude de Onimusha: Way of the Sword. A desenvolvedora optou por remodelar profundamente as mecânicas tradicionais de ação, afastando-se do estilo tradicional da franquia e adotando um modelo inspirado em referências contemporâneas como Sekiro.

Essa reformulação exige do jogador uma postura tática, baseada na leitura cuidad

Equipe Guia no Toque

Somos apaixonados por tecnologia e criamos guias simples e praticos para ajudar você no dia a dia digital. Nossos artigos torna a tecnologia mais acessível para todos.

Categorias

Receba dicas úteis no seu e-mail

Cadastre-se e receba novos tutoriais, dicas e novidades diretamente na sua caixa de entrada.