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OpiniãoMicroplásticos: a guerra contra os canudos está errada? | Triturando Dados #4

OpiniãoMicroplásticos: a guerra contra os canudos está errada? | Triturando Dados #4
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Microplásticos: a guerra contra os canudos está errada? | Triturando Dados #4

Frankito, o Curioso, entrevista o lixólogo Marcos Iorio sobre microplásticos e meio ambiente. Crédito: Apresentação e roteiro: Franklin Weise; Entrevistado: Marcos Iorio; Produção: Vitoria Schmitz; Coordenação de conteúdo: Gabriel Pinheiro e Mariana Cury; Edição: Larissa Kinoshita; Captação: Felipe Oliveira e Lucas Ghitelar; Distribuição: Jefferson Perleberg

Você sabe o que faz um lixólogo? O que os plásticos e a inteligência artificial (IA) têm em comum? E será mesmo que substituir o canudo de plástico pelo de papel faz tanta diferença assim?

Para responder a essa e a outras dúvidas sobre o descarte e o consumo de plástico, Franklin Weise, mais conhecido como Frankito, o Curioso, entrevista Marcos Iorio, lixólogo e engenheiro químico, no quarto episódio do vodcast Triturando Dados.

Frankito, o Curioso, entrevista o lixólogo Marcos Iorio  Foto: Werther Santana/Estadão

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Semanalmente, Frankito convida personalidades que são referência em suas áreas de atuação para esmiuçar todos os dados em torno dos temas mais curiosos do noticiário.

O programa estará disponível no TecMundo, toda quarta-feira, às 9h30. Já no YouTube, a íntegra do Triturando Dados será publicada sexta-feira, às 12h30. Acompanhe também nas plataformas de áudio e nas redes sociais.

Assista ao quarto episódio completo no topo da página.

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Dicas do episódio

  • Uma Breve História de Quase Tudo (livro)
  • 20 mil léguas – O Podcast de Ciências e Livros
  • Heaven is 10 Zillion Light Years Away – Stevie Wonder (música)

Confira alguns destaques da conversa abaixo (e não deixe de assistir ao vodcast na íntegra, no topo da página)

O que plásticos e IA têm em comum?

Ali em 1954, na revista Life, tem uma uma publicação fazendo uma ode à vida descartável, o throwaway life, né? É engraçado que se você ler o texto e substituir “plásticos” ou “descartáveis” por “inteligência artificial”, as promessas são as mesmas, né? Mais tempo para fazer as coisas que você gosta. O fato de você não precisar lavar o prato e poder descartar um prato plástico vai te dar mais tempo para outras coisas, né? Mas no mês posterior a essa publicação já havia um leitor reclamando da presença de pedaços de plástico nas florestas. Então, esse problema é conhecido há muito tempo.

O que é microplástico?

A gente tem os plásticos, né? Um para-choque de carro, por exemplo, a gente pode chamar de macroplástico, quando eles estão quebrados, né? Se você vê um pedaço de plástico boiando no oceano e que ele tem mais de 0,5cm, é macroplástico. Entre 0,5cm e 2,5cm, alguns pesquisadores chamam de mesoplástico. E tudo abaixo disso, microplásticos. E ainda tem a categoria do nanoplástico, aquele que é invisível, que de repente, está no ecossistema circulando no nosso sangue. E aí nós estamos falando de nanômetros, né? Então, partículas que vão se fragmentando. Os plásticos vão se fragmentando,o sol e o oxigenio do ar vão quebrando essas ligações. Então, ele vai se fragilizando e vai se fragmentando. Algo que começa com plástico que tá lá boiando grande, com o tempo, vai quebrando e vai gerando esses fragmentos, microfragmentos, nanofragmentos, né? Então, quando a gente tá falando de microplásticos, a gente tá falando dessa fragmentação nesse tamanho abaixo de 0,5cm.

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Canudo de papel é melhor do que o de plástico?

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No banimento do canudo, quais foram os substitutos? Os de papel, que são bem mais caros do que aqueles de polipropileno que a gente pegava servido naquele cone na lanchonete. Os de papel as pessoas falavam que desmanchava, que dava gosto…Ai surgiu ali como uma alternativa imediata, só que quase o dobro do preço do que o de polipropileno, um aditivo, que é o oxibiodegradável. Ele não trouxe tanto problema para a indústria plástica porque ele é um sal de um mental, é um plug and play ali. É usado na fabricação e sai o mesmo canudo que hoje temos acesso nas lanchonetes. Piorou, porque agora o canudo vem com um saquinho de papel, que traz outros problemas, ele vai para o aterrro, vai virar metano. E ele vem com uma palavra escrito ‘biodegradável’, né? Em tese, na Europa, você não pode afirmar que algo é biodegradável sem dizer em quais condições. Porque biodegradável quer dizer que a vida degrada. Quais microorganismos e quais situações? Da pele, do chão, do mar, do ar? Então, biodegradável é um termo tão genérico que é considerado um greenwashing.

A entrevista continua no vídeo acima.

Equipe Guia no Toque

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