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Elvis vs. IA: donos dos direitos do Rei do Rock processam dona do Claude; entenda motivo

Elvis vs. IA: donos dos direitos do Rei do Rock processam dona do Claude; entenda motivo
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Os responsáveis pelos direitos autorais de 274 músicas gravadas por Elvis Presley entraram com um processo contra a Anthropic, desenvolvedora da inteligência artificial (IA) Claude. A ação, apresentada na sexta-feira (23) nos Estados Unidos, acusa a empresa de utilizar as composições sem autorização para treinar seus modelos e pede uma indenização que pode chegar a US$ 48,6 milhões (cerca de R$ 242 milhões).

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Entre as músicas envolvidas estão clássicos do Rei do Rock, como “Can’t Help Falling in Love”, “Don’t Be Cruel”, “All Shook Up”, “Return to Sender” e “A Little Less Conversation”.

Segundo a revista Billboard, a ação foi apresentada por uma subsidiária da Authentic Brands Group, empresa que administra parte dos direitos associados a Elvis Presley, além de editoras musicais e representantes de compositores.

O processo tramita em um tribunal federal da Califórnia e busca responsabilizar a Anthropic pelo suposto uso indevido das obras.

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Por que os donos das músicas de Elvis processaram a Anthropic?

De acordo com a acusação, a Anthropic teria copiado letras de músicas protegidas por direitos autorais para alimentar seus sistemas de treinamento, sem pagar pelo licenciamento.

Os autores também afirmam que a empresa armazenou cópias dessas composições em uma biblioteca interna, que poderia ser utilizada para desenvolver futuras versões do Claude.

Outro ponto envolve as respostas fornecidas pela inteligência artificial.

Segundo o Pitchfork, os representantes do catálogo alegam que o Claude conseguiu reproduzir estruturas e trechos de músicas protegidas quando recebeu pedidos para adaptá-las ao público moderno.

Em um dos exemplos apresentados pelos acusadores, o próprio chatbot teria reconhecido que suas versões permaneciam próximas das músicas originais, incluindo estruturas, refrões e versos.

A ação também acusa a Anthropic de remover informações que identificavam os titulares dos direitos autorais e de contornar mecanismos de proteção dos conteúdos.

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Anthropic pode pagar mais de US$ 40 milhões

Os representantes das obras pedem até US$ 150 mil por música, o que representa US$ 41,1 milhões apenas pelas supostas violações de direitos autorais.

Entretanto, o valor total pode chegar a aproximadamente US$ 48,6 milhões, considerando os pedidos adicionais relacionados à remoção de informações de autoria e à violação de mecanismos de proteção.

Além da indenização, os autores solicitam que a Justiça impeça novas utilizações indevidas das obras e determine a eliminação de cópias não autorizadas.

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Os valores correspondem aos pedidos apresentados no processo. Até o momento, não houve uma decisão judicial determinando que a Anthropic cometeu as infrações.

Procurada pelo Pitchfork, a empresa afirmou discordar das acusações e que pretende se defender integralmente.

Anthropic já enfrenta outros processos por direitos autorais

A disputa acontece em meio a outros processos que questionam o uso de materiais protegidos no treinamento de inteligência artificial.

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Em 2023, editoras musicais como Universal Music Group, Concord e ABKCO já haviam acionado a Anthropic na Justiça, acusando o Claude de reproduzir letras sem autorização.

Na última quarta-feira (21), as partes discutiram o caso em uma audiência na Califórnia. Segundo a Reuters, a empresa defendeu que o treinamento de seus modelos pode ser protegido pelo conceito de fair use, previsto na legislação americana.

Esse princípio permite determinados usos de materiais protegidos sem autorização, dependendo das circunstâncias. A Anthropic argumenta que o treinamento transforma os conteúdos em uma tecnologia com finalidades diferentes das obras originais.

As editoras contestam essa interpretação e afirmam que a reprodução de letras por sistemas de IA pode prejudicar o mercado de músicas licenciadas.

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A Justiça ainda não apresentou uma decisão sobre esse argumento no processo das editoras. O resultado poderá influenciar outras disputas envolvendo o treinamento de inteligência artificial com materiais protegidos por direitos autorais.

Veja também: O que acontece quando envio uma foto minha para uma IA?

Equipe Guia no Toque

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